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Sustentabilidade cria valor para negócios, afirmam especialistas na Casa Firjan



Sustentabilidade é um valor para você? Essa foi a principal questão debatida na palestra “Estratégias de sustentabilidade para criar valor”, na Casa Firjan, em 05/02. De acordo com Tomás de Lara, representante do Sistema B, rede de empresas de impacto positivo, a atitude sustentável está sendo cada vez mais valorizada pelos consumidores. “O movimento para se tornar uma Empresa B é em direção a modelos de negócios com desenvolvimento social e ambiental”, explicou. O Sistema B já certificou mais de 2.700 companhias no mundo, sendo 130 no Brasil.

O evento faz parte do Aquáriociclo de palestras de terças-feiras da Casa Firjan, que tem como objetivo alertar sobre temas importantes para a nova economia e apresentar casos de aplicação de soluções inovadoras que geram impacto na realidade das pessoas e das empresas. O próximo evento terá como tema “Como se tornar um profissional mais atraente da nova economia”. Confira a agenda de fevereiro.

Na palestra sobre sustentabilidade, Tatiana Araújo, assessora de Projetos Institucionais do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), ressaltou que o mercado está de olho nessa tendência: “A Bolsa de Valores já contabiliza a sustentabilidade. As empresas que adotam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU são mais valorizadas”.

Na prática

Algumas empresas já nascem com o DNA sustentável, como a plataforma digital Rede Asta, a startup EnGuia e a Casa do Futuro. Outras, mais antigas, trabalham o tema diariamente. É o caso da Coca-Cola. “Nós somos muito focados em procurar oportunidades de geração de valor em cada etapa da nossa cadeia”, afirmou Laura Peiter, gerente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil. Como exemplo, ela citou o lançamento da Fanta Guaraná, em 2018, que qualificou pequenos produtores de guaraná do Amazonas para serem seus fornecedores. Hoje, 100% da planta utilizada pela empresa são provenientes da agricultura familiar na Amazônia.

A rede Asta também é preocupada com a questão social e ambiental. A plataforma transforma artesãs em empreendedoras, e resíduos em produtos. Um dos cases contados por Antonio Villela, gestor da empresa, foi a parceria da Rede com a Farm e a Natura. A primeira doou restos de tecidos que seriam descartados. As artesãs produziram bolsas que foram compradas pela Natura para dar de brinde em uma de suas promoções. “Gera valor para todos os envolvidos”, pontuou.

Já Rosana Corrêa, CEO da startup EnGuia (consultoria em eficiência energética) e da Casa do Futuro (consultoria em sustentabilidade e tecnologia na construção civil), destaca que o mercado de edificações também é mais valorizado caso tenha sido pensado para ser sustentável. “Desde as matérias-primas utilizadas para subir a construção até a presença de ciclovias próximas são detalhes que devem ser pensados. Hoje, o consumidor demanda isso. Não há mais espaço para quem não pensa em sustentabilidade”, reforçou Rosana.

 

Fonte: Firjan

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